domingo, 25 de agosto de 2013

Entenda os Tecidos

 

O uso adequado do tecido é decisivo para que a roupa tenha o efeito desejado. Um modelo pode ser valorizado ou prejudicado se o tecido escolhido não for o mais indicado.
É importante observar o caimento do tecido, ou seja, se este é mais maleável, mais rígido, espesso ou transparente.
O caimento do tecido depende da sua gramatura,  também conhecida como gramagem, ela funciona como uma medida da grossura e densidade, expressa em gramas por metro quadrado (g/m²).
Quanto maior a gramatura de um tecido, maior é a sua maciez e mais suave será o toque. Quando se diz que um tecido tem gramatura 50, quer dizer que ele tem 50 gramas em um metro.
Fabric
O uso adequado do tecido é decisivo para que a roupa tenha o efeito desejado. Um modelo pode ser valorizado ou prejudicado se o tecido escolhido não for o mais indicado.
É importante observar o caimento do tecido, ou seja, se este é mais maleável, mais rígido, espesso ou transparente.
O caimento do tecido depende da sua gramatura,  também conhecida como gramagem, ela funciona como uma medida da grossura e densidade, expressa em gramas por metro quadrado (g/m²).
Quanto maior a gramatura de um tecido, maior é a sua maciez e mais suave será o toque. Quando se diz que um tecido tem gramatura 50, quer dizer que ele tem 50 gramas em um metro.
TIPOS DE FIBRAS
Os tecidos podem ser formados por diversos tipos de fibras. As principais fibras utilizadas atualmente pela indústria têxtil são:
Fibras Naturais
Os tecidos naturais, considerados básicos e clássicos, podem ter três origens, a origem animal (lã e seda);a origem mineral (amianto); e a origem vegetal (algodão, juta, cânhamo, linho e sisal).
Fibras Sintéticas
Os tecidos sintéticos são fibras produzidas pelo homem usando como matéria-prima produtos químicos, da indústria petroquímica. As mais conhecidas são o poliéster PES, a poliamida PA, o acrílico PAC, o polipropileno PP e o poliuretano elastomérico PUR (Elastano), além das Aramidas (Kevlar e Nomex).
Fibras Artificiais
Os tecidos artificiais provêm de: fibras celulósicas, tais como acetatos e viscose, e “fibras proteínicas”, procedentes de matérias como o milho e óleos vegetais. Imitam perfeitamente a seda e o cetim, e incluem tecidos como o algodão.
MALHAS
É uma superfície têxtil, formada pela interpenetração de laçadas ou malhas que se apoiam lateral e verticalmente, provenientes de um ou mais fios. Algumas malhas são bastante elásticas, dando um efeito colado ao corpo. Os principais tipos de malha são:
Malha de trama - são tecidos de malha obtidos a partir do entrelaçamento de um único fio, podendo resultar num tecido aberto ou circular. Pode distinguir-se pela forma como se desfia: pode desfiar-se puxando o fio a partir da fileira superior, no sentido contrário ao da formação da malha. Deste modo, é possível desfiar completamente estas malhas.
Malha de urdume - são tecidos de malha obtidos a partir de um ou mais conjuntos de fios, colocados lado a lado, à semelhança dos fios de urdume da tecelagem plana. Os tecidos de malha são caracterizados pelo entrelaçar dos fios têxteis, sendo esses sempre no mesmo sentido, ou todos na trama (horizontal) ou todos no urdume. Processo realizado com a ajuda de agulhas.
Malha
Malha
TECIDOS PLANOS
São resultantes do entrelaçamento de dois conjuntos de fios que se cruzam em ângulo reto. Os fios dispostos no sentido horizontal são chamados de fios de “trama” e os fios dispostos no sentido vertical são chamados de “urdume”.
Urdume: fio vertical, paralelo á ourela, possui menos elasticidade. A roupa cortada no sentido do urdume é dita “cortada no fio”. Este sentido dá à roupa um aspecto menos volumoso.
Trama: sentido horizontal, perpendicular à ourela, possui mais elasticidade. Raramente se corta uma roupa na trama, com exceção dos tecidos que possuem barra neste sentido.
Viés: sentido diagonal em relação à ourela, possui mais elasticidade que a trama. Uma peça cortada no sentido do viés tem o caimento mais suave.
TECIDO
De acordo  com CHATAIGNIER (2006), dependendo da gramatura os tecidos podem ser:
TECIDOS FINOS E LEVES
São tecidos muito leves e delicados, a maioria tem uma certa transparência.

Crepe georgete
Crepe georgete

Exemplos:
musseline, crepe georgete, chiffon, gaze, organza, cambraia de linho, cambraia de algodão,
tricoline fina, seda pura, lurex, lamê, entre outros.
Indicações:
vestidos de festa, blusas, écharpes, xales, etc.
TECIDOS FINOS E MÉDIOS
São tecidos delicados de gramatura leve, mas não necessariamente transparentes.
Cetim de seda
Cetim de seda
Exemplos:
sedas mistas ou sintética, cetim, viscose, linho, tricoline, microfibras,
entre outros.
Indicações:
vestidos, conjuntos de saia ou calça, camisas, blusas, saias, enviezadas
ou godês, etc.
TECIDOS MÉDIOS
São tecidos com gramatura mais pesada e estrutura mais armada.
Tafetá de seda
Tafetá de seda
Exemplos:
microfibra, piquê, crepes de peso médio, sarja leve, veludo de peso
médio, jeans de 5 oz, tafetá, linho com trama mais fechada, entre outros.
Indicações:
tailleurs, calças, jaquetas, saias, camisas, capas, etc.
TECIDOS PESADOS
São tecidos de gramatura mais pesada e estrutura mais armada.
Tecido de alfaiataria
Tecido de alfaiataria
Exemplos:
lã com trama fechada, tweed, brim, jeans, gabardine, lona, cetim duchesse,
crepe romano, veludo de seda, tafetá encorpado, brocados, entre outros..
Indicações:
tailleurs, ternos, blazers, calças, casacos, mantôs, saias, pelerines,
jaquetas, xales, vestidos, etc.

Estações da Moda

 

Todos falam em tendências de moda, mudança de estações, lançamento de coleções. Mas você sabe o que realmente significam estes termos?
 
 Se você acha que essas coisas só interessam aos estilistas, é bom rever os seus conceitos, pois entendendo o ciclo da moda você poderá planejar melhor suas compras e ter mais autonomia quando o assunto é estar na moda.
 
 É sempre bom lembrar que nem toda tendência combina com o seu estilo, é preciso filtrar e pensar bem antes de comprar!
 
A moda é ao mesmo tempo uma tendência humana de diferenciação, imitação, desejo de aceitação e necessidade de mudança.
 
 Por isso a moda é um fenômeno tão efêmero e passageiro. Para alavancar as vendas no setor de vestuário, as marcas lançam periodicamente suas coleções.
Segundo Rech (2002:68), coleção “é um conjunto de produtos, com harmonia do ponto de vista estético ou comercial, cuja fabricação e entrega são previstas para determinadas épocas do ano”.*
 
 
As coleções são criadas após uma pesquisa de tendências. Estas tendências são elaboradas segundo os artigos que serão lançados principalmente  pela indústria têxtil.
 
 
 Muitos profissionais estão envolvidos nas pesquisas de novos tecidos e novos pigmentos para dar cores a esses tecidos, além de outras tecnologias envolvidas na produção de roupas.
Imagens do Première Brasil
Imagens do Première Brasil
 
Para acompanhar todas as mudanças e caprichos da moda, a Indústria estabeleceu um calendário que até hoje é seguido nas principais capitais do mundo. Esse calendário é baseado nas estações do ano, pois a indústria percebeu que era na época de mudanças de estação que as pessoas procuravam comprar novas peças de roupas, para se adequar às variações climáticas.
 
 
Tudo isso começou no século XIX com o estilista Charles Worth (1826–95). Ele instituiu a alta-costura e sentiu a necessidade de mostrar as suas criações ao público, promovendo os lançamentos das coleções divididos em duas temporadas.
 
 Após difundir a alta-costura, Worth propôs um sistema para os lançamentos da moda que concentrava a criação e a divulgação das novidades duas vezes ao ano, acompanhando as estações climáticas, primavera/verão e outono/inverno.
Charles Worth
Charles Worth

Este calendário serve para planejar o que está sendo vendido no presente e o que será lançado no futuro. Veja o exemplo abaixo baseado no livro Inventando Moda de Doris Treptow:
 
 
MÊSCOLEÇÃO EM VENDAS
JaneiroPromoção das peças que sobraram da coleção de alto-verão(fim de ano)
FevereiroPromoção das peças que sobraram da coleção de alto-verão(fim de ano)
MarçoLançamento da coleção de outono
AbrilVenda da coleção de outono
MaioLançamento da coleção de inverno
JunhoVenda da coleção de inverno
JulhoPromoção das peças que sobraram da coleção de outono/inverno
AgostoPromoção das peças que sobraram da coleção de outono/inverno
SetembroLançamento da coleção de primavera
OutubroLançamento da coleção de verão
NovembroLançamento da coleção de alto verão e festa (fim de ano)
DezembroVenda da coleção de alto verão e festa (fim de ano)
Agora que você já entende o ciclo da moda, pode acompanhar os lançamentos e aproveitar para aproveitar também as promoções de final de temporada!

Como Fazer o Mapa de Uma Coleção

 

Um fator muito importante no planejamento de coleções é a organização. Depois de uma exaustiva pesquisa para definir o tema e o conceito da coleção temos tantas informações, que podem até fazer com que nos percamos na hora de estruturar a coleção. Para evitar isso é importante fazer o que chamamos de mapa da coleção, uma série de tabelas onde estruturamos tudo para facilitar o trabalho. No exemplo abaixo temos uma coleção cinco famílias contendo quatro looks cada.


Estrutura_da_Colecao
 
 
Após definir a estrutura da coleção é interessante fazer um cronograma estimando o tempo necessário para a realização de cada atividade. Esse cronograma varia de acordo com cada realidade e pode ser livremente adaptado. Abaixo um exemplo de cronograma de atividades de uma coleção.
Cronograma
Doris Treptow em seu livro Inventando Moda sugere dividir a coleção em três categorias de peças para compor o mix de moda: Básicos, Fashion e Vanguarda. Os modelos básicos são aqueles funcionais, clássicos, que nunca saem de moda; os modelos fashion são aqueles que estão comprometidos com as tendências de moda; e os modelos vanguarda são peças que traduzem melhor o conceito da coleção e nem sempre apresentam características comerciais, destinando-se à produção de peças publicitárias, exibição nos desfiles e nas vitrines.
É preciso definir que proporção cada uma dessas categorias irá ter dentro da coleção e isso irá depender principalmente do público-alvo ao qual essa coleção será direcionada. Feito isso define-se as formas, as silhuetas, os detalhes, os materiais e as cores que caracterizarão cada família da coleção. Para ter uma visão bem clara é interessante anotar todas essas informações em uma tabela como no modelo sugerido abaixo.
Mapa1
Após definir as características da coleção define-se o que chamamos de mix de produto, ou seja, os tipos de peças e a quantidade que será produzida em cada família. A tabela abaixo tem o objetivo de ajudar nessa distribuição. Pada família está definido o número de looks, e para cada look há um espaço para que sejam definidas exatamente que peças comporão cada um deles.
Mapa2.2
Depois de tudo definido e anotado fica bem mais fácil fazer os desenhos da coleção e ter uma previsão realista de quando tudo estará produzido e pronto para ser lançado no mercado.

Base Para Desenho Técnico

 

Para começar o desenho técnico de moda é necessário definir uma base de corpo para que todos os desenhos sigam um único padrão. Sugiro esses dois manequins, feminino e masculino respectivamente, para serem usados como base das peças a serem desenhadas.
Cada base tem bem definidas as linhas do pescoço, busto, cintura e quadril, para facilitar o desenho das peças. Um dos braço é afastado do corpo para facilitar o desenho de mangas.
Manequim_Feminino
Manequim_Masculino

Técnica do Papel Vegetal

 

Para conseguir simetria no desenho técnico de moda pode-se lançar mão da técnica do papel vegetal. Essa técnica pode ser um recurso inicial, quando ainda não se tem habilidade de desenhar peças simétricas “de olho”.
Abaixo vai o passo-a-passo dessa técnica:
Passo 1
Dobre um papel vegetal ao meio.

Papel_Vegetal1
Passo 2
Coloque o papel dobrado sobre o manequim e coloque a dobra junto à linha central do manequim base, fixando-o ao papel.

Passo 3
Desenhe um dos lados da peça, de acordo com as linhas guia do manequim.

Papel_Vegeta2
Passo 4
Após terminar o desenho de um lado da peça, retire o papel vegetal e dobre-o com o desenho voltado para dentro.

Papel_Vegeta3
Passo 5
Com o papel vegetal dobrado decalque todo o desenho com um lápis de macio (6B ou 4B) até que este passe para o outro lado do papel. Dessa forma a o desenho estará completo e simétrico.

Passo 6
Agora desdobre o papel vegetal e transfira o esboço para o papel definitivo.

Papel_Vegeta4
Passo 7
Depois de passar o esboço para o papel definitivo, desenhe os detalhes finais e cubra com caneta preta.

Passo 8
Utilize uma caneta mais grossa para os contornos do desenho e uma mais fina para as linhas internas.

Papel_Vegeta5

Etapas da Moda

Não adianta…ninguém pode ensinar a criar moda, mas pode mostrar o caminho a ser seguido.

Pesquisar moda pode parecer uma tarefa um pouco vaga ou algo muito previsível, afinal, as tendências vêm e vão e tudo parece se repetir. Mas como fazer uma pesquisa consistente que faça a diferença no seu projeto de coleção?
Então vamos ao caminho das pedras…
 
 
Conheça o assunto:
 
É preciso pesquisar muito para ter boas idéias. Procure ter conhecimento sobre história, artes e a maior quantidade de assuntos que for possível. Isso pode render muitas visitas a museus, galerias, passeios, horas na internet, mas valerá muito à pena. Também é interessante conhecer o trabalho de outros designers, não para copiar suas idéias, mas para se atualizar sobre o que está sendo feito no mercado.
 
 
Encontre um tema
 
Ter um tema mantêm o designer no foco, deixa o trabalho coeso. O tema pode ser de um assunto literal, até uma idéia abstrata. Procure ver as coleções de outros designers e a maneira como estes trabalharam os seus temas. Para se escoher um tema vale tudo, desde revisitar épocas passadas, explorar a arquitetura, obras artísticas, culturas diversas ou escolher assuntos diversos como elementos da natureza e até temas mais abstratos e subjetivos.
 
 
 
 
 
 
 
 
Forme um conceito
 
Conceito é o que podemos chamar de “o espírito” da coleção. São os valores que essa coleção traz, que são intrínsecos às criações. Resuma o conceito a algumas palavras-chave.
 
 
 
 
 
PALAVRAS CHAVE:1. COMUNICAÇÃO 2. MODA 3. IMPRENSA 4. MULHER
 
Palavras chave:
 
Comunicação, moda, imprensa, mulher....
 

Pesquisa fontes
 
O lugar mais fácil para se iniciar uma pesquisa é a internet, onde pode-se fazer um levantamento de imagens, livros e lugares a serem visitados para aprofundar o conhecimento sobre o tema escolhido. Depois é interessante ir a alguns lugares para vivenciar algumas situações para aguçar a criatividade e acumular experiências que depois se converterão em boas idéias. As fontes de pesquisa dependerão do tema e do conceito escolhido.
 


 

Faça um book de pesquisa
 
Alguns designers juntam fotografias, recortes, amostras de materiais e esboços que serão inspirações para as suas criações. Uma boa maneira de organizar esses materias é colecionálos em um book de pesquisa, que possa ser levado a qualquer lugar e onde se possa fazer colagens, anotações e esboços rapidamente. O objetivo não é uma caderno extremamente organizado, as imagens e anotações podem ser colocadas aleatoriamente para que gerem novas idéias e possa ser sempre revisitado.


 
 
 
Faça um painel de inspiração
O painel de inspiração geralmente é feito de colagens de imagens, podendo conter também amostras de materiais e de cores, bem como esboços e desenhos e até palavras-chave. Um painel pode ser feito manualmente ou no computador e quantas vezes forem necessárias até se chegar à uma idéia que traduza suscintamente o conceito que se pretende passar.
 
 




 
Faça muitos esboços
 
Os surgimento das primeiras idéias pode ser um pouco frustrante, afinal quando não temos intimidade suficiente com o conceito encontramos alguma dificuldade em traduzí-lo para o papel. Por isso é tão importante desenhar muitos esboços, tanto para amadurecer as idéias, como também para explorar o maior número de possibilidades para cada elemento de estilo que se pretende trabalhar em cada família. Os esboços não têm compromisso com perfeição, apenas devem deixar clara a idéia que se quer transmitir para cada peça.





 
 
 
Defina as silhuetas
A definição da silhueta é considerada fundamental na tomada de decisão de que tipos de peças formarão a coleção. É importante refletir que partes do corpo serão realçadas e que tipos de estruturas as roupas terão e porque. Tudo isso deve estar de acordo com o conceito que se pretende passar.
 





 
 
Defina a proporção e as linhas
A proporção da roupa é definida a partir da silhueta. Ao passo que a silhueta é a concepção completa da roupa, ou o todo, a proporção pode ser considerada as partes, ou seja, as linhas, que podem ser horizontais,  verticais, diagonais ou curvas. Além disso deve-se pensar nos blocos de tecidos, ou seja, cada parte que compõe a peça. A linha de uma roupa geralmente está relacionada ao seu corte e à localização de costuras, pences e os recortes.
 
 
 
 


 
Defina os detalhes
Os detalhes da roupa podem ser decisivos para atrair os olhares e fazer com que as pessoas tenham interesse em experimentá-la e consequentemente, possuí-la. Deve-se pensar nos detalhes como uma consideração prática de que tipo de fecho, bolso, botão ou qualquer outro elemento escolher para que a roupa assuma uma identidade única e se torne atraente.









Defina os tecidos, as texturas e as cores
É imprescindível ao designer de moda conhecer tipos de tecidos, as diferentes texturas e estar a par das cores da estação. Isso porque é importante pensar na disponibilidade de matéria-prima para a confecção das peças da coleção. Além disso cada um desses itens devem estar em armonia com o todo da coelção, ou seja, o seu conceito.